Partido Patria Livre

Filie-se ao PPL!

19 Nov 2017

Discurso de João Vicente Goulart na Reunião do Diretório Nacional do Pátria Livre em SP

O Partido Pátria Livre (PPL) aprovou, neste final de semana, o lançamento de quatro pré-candidaturas à Presidência da República para as eleições de 2018. Em reunião do diretório nacional realizada no sábado (18) e domingo (19), no auditório do Clube Atlético Ypiranga, em São Paulo


 

01 Junho 2017

Ato de filiação de João Vicente Goulart ao PPL realizado na Assembleia Legislativa de SP

Ato de filiação com a presença da Primeira Dama do Brasil esposa do Presidente João Goulart, Maria Thereza Goulart, mãe do escritor.


Discurso de Sérgio Rubens Torres, presidente nacional do Pátria Livre

 

Discurso da Rosanita Campos vice presidente nacional e Secretária da Mulher do PPL

 

Convite

Ato de filiação de João Vicente Goulart ao PPL será na Assembleia Legislativa de SP

Ato de filiação de João Vicente Goulart ao PPL será na Assembleia Legislativa de SP

Com a presença de Dona Maria Thereza, o evento acontecerá no dia 1º de Julho, sábado, 10h

O escritor e filósofo João Vicente Goulart, filho do ex-presidente João Goulart, o Jango, deposto pelo golpe de 1964, vai se filiar ao Partido Pátria Livre (PPL) em cerimônia no dia 1º de julho (sábado), na capital paulista. O evento será no Auditório Franco Montoro, da Assembleia Legislativa de São Paulo, às 10 horas.

Em artigo no site do Instituto Presidente João Goulart, instituição que criou com o objetivo de estimular a pesquisa histórica e reflexão sobre o processo político brasileiro, João Vicente diz ter escolhido sua nova sigla, "como um instrumento de luta de transformação nacionalista para o Brasil, nesta nova etapa de minha vida, pelo seu programa e pelo seu exemplo de luta na resistência à ditadura".

"O Partido Pátria Livre é um instrumento de luta, formador e valorizador dos quadros nacionalistas, trabalhistas, socialistas e humanitários", destacou. Ele explica que seu ingresso no partido é "a oportunidade de restabelecer com dignidade a luta nacionalista por um Brasil mais brasileiro, menos espoliativo e com melhor distribuição de riquezas".

"Somos um partido que ainda não temos deputados ou senadores no Congresso Nacional, somos um partido sem compromisso com a velha política, queremos uma transformação de nossa sociedade com reformas estruturais na economia, nos meios de produção, nas relações midiáticas, no controle de capital estrangeiro, na nacionalização de nossas riquezas estratégicas, do nosso subsolo, da Amazônia e da Amazônia azul", enfatizou.

João Vicente avalia que a retomada da soberania ocorrerá através da participação efetiva do povo, via democracia participativa, com os sindicatos nas relações entre capital e trabalho, com conselhos governamentais de políticas públicas, com a atuação dos movimentos sociais na participação democrática de produção e gestão dos recursos públicos, com a transparência que exige o patrimônio público, com o respeito à autoridade que emana do povo.

"Não acredito que o mercado dará chance a uma educação pública e gratuita para todas as crianças e jovens brasileiras, mediante a privatização da educação básica. Não acredito que a saúde publica possa ser por seguros médicos privados populares e ou por administrações de OS’s, que nada mais são que terceirizações da administração com recursos públicos. Não acredito que o desenvolvimento da ciência e tecnologia ficará em mãos da Nação, enquanto o lucro prioriza nossa indústria química e farmacêutica com patentes estrangeiras extraídas de nossa biodiversidade", assinalou.

"Tenho hoje, meus amigos, a certeza que ainda me restam anos de luta pela democracia, pela justiça social e pelos direitos humanos do povo brasileiro, tendo forças ainda para contribuir com esta transformação revolucionaria que esperamos acontecer desde o governo Jango, através das Reformas de Base", completou. O ato de filiação terá a presença da viúva de Jango, Maria Thereza Goulart, mãe do escritor.

Nota por *João Vicente Goulart

A LUTA PELO BRASIL EM UM NOVO PARTIDO

*João Vicente Goulart - Escritor-poeta-brasileiro

Obrigado a todos os que manifestaram apoio a esta minha nova caminhada.

Todos sabem que depois de muitos anos de militância no PDT, não foi mais possível minha permanência naquele que outrora fora meu partido, e do qual sou fundador, dado a aliança espúria que continua a manter com o verdugo da história de meu pai, o Presidente Jango, o governo Rollemberg que cassou o terreno do Memorial da Democracia e Liberdade, obra última de Niemeyer para homenagear nossa Constituição golpeada em 1964.

Enquanto a Nação devolve o diploma de presidente da Republica, cassado pelo ditadura, enquanto a Nação presta as honras de chefe de Estado que Jango não teve na sua morte no exílio, enquanto o Congresso Nacional anula a cessão que declarava vaga a presidência da República em 1964, o governo de Brasília cassa Jango pela segunda vez, ao cassar o terreno que homenagearia o povo brasileiro e sua democracia, com o nome do Presidente João Goulart; tendo lamentavelmente, os trabalhistas do PDT, que continuam mantendo a aliança com os traidores da história de meu pai, um homem dos trabalhadores brasileiros.

O Partido Pátria Livre está nos dando a oportunidade de restabelecer com dignidade a luta nacionalista por um Brasil mais brasileiro, menos espoliativo e com melhor distribuição de riquezas. Somos um partido que ainda não temos deputados ou senadores no Congresso Nacional, somos um partido sem compromisso com a velha política, queremos uma transformação de nossa sociedade com reformas estruturais na economia, nos meios de produção, nas relações midiáticas, no controle de capital estrangeiro, na nacionalização de nossas riquezas estratégicas, do subsolo, da Amazônia e da Amazônia azul.

Queremos a retomada de nossa soberania através da participação efetiva de nosso povo, via a democracia participativa, com os sindicatos nas relações entre capital e trabalho, com conselhos governamentais de políticas públicas nas ações do Estado, com a constante atuação dos movimentos sociais na participação democrática de produção e gestão dos recursos públicos, com a transparência que exige o patrimônio publico, com o respeito à autoridade que emana do povo.

Com a reforma política. Com a reforma agraria, paralisada há anos por ingerência dos latifundiários do setor primário. Da reforma bancaria, para melhor distribuição do crédito e principalmente pela regulamentação em grande escala do microcrédito. O crédito dos bancos oficiais pertencem ao desenvolvimento social.

Lutar pela reforma tributária no sentido reverso do que hoje temos como modelo, desindexando o percentual do imposto de renda sobre os assalariados e criando o imposto ao patrimônio, tributo mais do justo que seja pago pelas grandes corporações.

O Partido Pátria Livre é um instrumento de luta, formador e valorizador dos quadros nacionalistas, trabalhistas, socialistas e humanitários.

Tenho meus amigos, a certeza que ainda me restam anos de luta pela democracia, pela justiça social e pelos direitos humanos do povo brasileiro, e tenho forças ainda para contribuir com esta transformação revolucionaria que esperamos acontecer desde o governo Jango, através das "Reforma de Base".

Não acredito que com conceitos meritocráticos poderemos vencer as injustiças que pesam sobre as desigualdades de nosso povo. Não acredito que o mercado dará chance a uma educação pública e gratuita para todas as crianças e jovens brasileiras, mediante a privatização da educação básica. Não acredito que a saúde publica, possa ser dirigida por seguros médicos populares e ou por administrações de OS´s que nada mais são que terceirizações da administração com recursos públicos. Não acredito que o desenvolvimento da ciência e tecnologia, ficará em mãos da Nação enquanto o lucro prioriza nossa indústria química e farmacêutica com patentes estrangeiras extraídas de nossa biodiversidade.

Serenamente escolhi o programa do Partido Pátria Livre, como um instrumento de luta de transformação nacionalista para o Brasil, nesta nova etapa de minha vida, pelo seu programa e pelo exemplo de sua resistência à ditadura.

Vamos lá! Lutar e morrer pela Pátria não é pouca sorte para ninguém! 
Enquanto houver esperança haverá luta!

O caminho é a Pátria Livre!

*João Vicente Goulart
Escritor-poeta-brasileiro