Partido Patria Livre

Filie-se ao PPL!

Companheiras e companheiros, a Secretaria de Igualdade Racial do Partido Pátria Livre/SP, saúda o Histórico 13 de Maio - Vitória de Zumbi dos Palmares

Celebrar o 13 de Maio é render homenagem ao amplo e poderoso movimento que uniu diversos setores da sociedade brasileira pela campanha da abolição, feita nas ruas, praças, teatros, engenhos, senzalas.


É render homenagem à Luiz Gama, José do Patrocinio, Luiza Mahim, Castro Alves, João Candido, Tereza de Bengala, Anastácia e tantos guerreiros que lutaram pela nossa liberdade.
O fato após abolição os negros terem sido abandonados,não quer dizer que a libertação dos escravos foi inútil. 

A luta continua.

Prof. Eduardo de Oliveira fundador do Partido Pátria Livre e do CNAB-Congresso Nacional Afro-Brasileiro nos ensinou, que a luta contra o racismo, a desigualdade, morte da juventude negra, desemprego, falta de creches, só será possível com a queda dos juros e investimento público, alavancando a independência, soberania e desenvolvimento de nosso país.

Fundamental que os fututos candidatos às eleições de 2018 lutem pelas cotas para negros nas cadeiras dos parlamentos, cotas raciais onde houver necessidade para diminuir as desigualdades.

E hoje, seguindo a campanha da abolição temos que ocupar as ruas contra a escravidão do desgoverno Temer.
Vamos lutar pela Previdência Pública e a preservação dos Direitos Trabalhistas.

Dia 24 de Maio vamos ocupar Brasília e mostrar para Temer e o Congresso Nacional que o povo brasileiro é autor da sua história.

"Mas se ergues da justiça a clava forte,
Verás que o filho teu não foge à luta,
Nem teme quem te adora a própria morte"

Viva o 13 de Maio - Vitória de Zumbi dos Palmares!

Viva Luiz Gama!

Viva Prof Eduardo de Oliveira!

Um grande abraço
Cleide Almeida
Secretária de Igualdade Racial - PPL/SP

 

Eduardo de Oliveira: o grande poeta da negritude

Garra, persistência e muita luta marcaram a vida de Eduardo de Oliveira, o grande poeta negro de nosso país, que dedicou sua vida na luta pela igualdade racial

 

Generosidade, bondade, sabedoria, ternura, luta e talento poético, assim podemos definir Eduardo de Oliveira, “Professor Eduardo”, como era chamado. Um menino negro adotado por uma família de brancos, que sempre lutou pela igualdade racial, realidade que ele viveu na própria família, que o acolheu com muito amor, carinho e respeito, proporcionando-lhe a oportunidade de tornar-se um dos maiores ícones na luta pela igualdade racial no Brasil.

Nascido em 06 de agosto de 1926, professor Eduardo desempenhou importante papel na luta pela igualdade entre as raças. Ao longo de sua vida publicou onze livros de poesia, sonetos, trovas, um ensaio, e uma coletânea de biografias.
O poeta teve uma adoção considerada comum para jovens pobres e negros daquela época. Durante o parto, sua mãe faleceu e ele foi dado à madrinha, uma amiga de sua mãe, porém, ela trabalhava muito e ele ficava em casa sozinho. Vendo a situação, seu tutor propôs adotar o menino, e foi isso que ele fez.

Até os oito anos, Eduardo levava o nome de batismo: Eduardo Diamantino Ouro preto Sobre Água. Ao ingressar na escola, seu nome de batismo não foi aceito, ele também não pôde usar o sobrenome da família adotiva. Então, foi batizado como Eduardo Deus deu de Oliveira, e assim ficou conhecido até os 18 anos.

Professor, escritor, defensor dos direitos humanos, militante do movimento negro, jornalista e poeta, onde quer que atuasse, sempre levava a esperança de viver em uma sociedade sem preconceitos. Desde jovem demonstrava essa vontade de lutar pelos direitos de todos os negros. Aos 16 anos escreveu o Hino à Negritude, uma forma contra o racismo, a desigualdade e a intolerância.
Membro ativo do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), Eduardo deixa um grande exemplo de luta e perseverança, foi o primeiro vereador negro da cidade de São Paulo, além de ser fundador do Congresso Nacional Afro Brasileiro (CNAB), onde é conhecido como o “Presidente Eterno”.

Um marido dedicado e um pai exemplar, Eduardo deixou seis filhos, que se orgulham da luta do pai. “Meu pai sempre foi muito carinhoso, compreensivo e preocupado com a formação educacional de seus filhos, mas em função de sua vida atribulada, o dia a dia ficava por conta da minha mãe, Dona Dayse, brava e energética, mas muito compreensiva e carinhosa”, se orgulhou o filho José Francisco, que completou “Dá muito orgulho saber que seu pai, ao exercer o cargo de vereador na câmara Municipal de São Paulo, foi o primeiro negro a falar de si e de seu povo. Isto é fazer verdadeiramente sua história e abrir caminhos para que outros possam trilhar suas pegadas.”

Além de seu exemplo como homem, seu maior legado foi a luta pelo combate às tradições racistas. Não criou apenas o hino, mas também deixou a importância da união e da luta por um mundo melhor. E lutar foi o que Eduardo sempre fez, e isso deixa-nos hoje um grande marco. Este ano a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que determina que a partir de agora, todo evento voltado aos negros no Brasil toque o Hino à Negritude. Infelizmente, o grande homem que esteve por trás dessa conquista não pôde ver seu sonho de mais de 68 anos tornar-se realidade, mas com certeza, ele deixa uma lição de vida a todos os brasileiros: persistência e perseverança sempre.


JOILDO SANTOS 26 JUN, 2014 
Por Keli Gois / Jornal Espaço do Povo